segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Prefácio.

São quase duas da manhã, apetecia-me comentar alguns comentários que, à luz dos comentaristas anónimos, deveriam servir para me atacar, persuadir ou mesmo derrubar.
Peço-vos que o façam frontalmente, cara a cara, olhos nos olhos. Aí sim, admiro-vos. De qualquer forma, peço-vos para continuarem a passar por cá, são sempre benvindos.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Políticos programados.

Desculpem o que digo, mas há coisas que me deixam assim. Abro o Despertar do Zêzere, sem a minha reflexão, pois não tive tempo para a escrever e começo a ler as páginas centrais, com as explicações do Vereador e do Presidente da Câmara.
Concluo aquilo que já tinha concluido, nada de importante, respostas usuais e programadas, como que jogadores de futebol.
Há coisas que me deixam sérias dúvidas, ora vejamos:
Um estudo feito há 5 anos não poderá conter erros e omissões, fruto do tempo que já passou?!
Ficará mais barato o revestimento a mármore do que a cimento!? Parece-me que não, basta olhar para a construção de uma casa.
48 holofotes. Para quê!? Olhem para a rotunda de Tomar, cujos valores foram enormes e cuja manutenção é deveras cara. Um erro já admitido pelo Paiva.
Fala-se também dos tijolos vermelhos, esteticamente feios e de fraca qualidade, já admitida pelos Vereadores do PS. Não ficaria melhor calçada!? Mais bonito, mais nacional.
Três tipo de candeeiros numa só rua. Deve ser moda.
A construção da "rotunda de mármore" foi feita sem sequer ter sido comprado o terreno onde passará, paralelamente ao cemitério, outra via. Será isto normal?! E se o seu proprietário não quiser vender, por quanto tempo se alongará a sua expropriação?!
Para quê passadeiras elevadas, metros antes de uma rotunda!? Não bastaria somente uma das duas opções!?
Por fim vem a desculpa dos financiamentos e seu aproveitamento. Sem dúvida que se têm que aproveitar, mas de uma forma digna, equilibrada e inteligente, não desta forma.
Olhem, tudo isto me dá pena, resta-me mostrar descontentamento e "ralhar" em plena Assembleia Municipal. Pobre gente, pobres munícipes...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

É urgente.


É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade

Festival de Acordeon em Cabaços.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Assembleia Municipal.

Está marcada para o próximo dia 25 deste mês (Sábado), às 15h30, a sessão pública da Assembleia Municipal de Ferreira do Zêzere, no Edifício da Biblioteca Municipal.

Esclarecimento de dúvida.

Tendo em conta a troca de palavras que tive com algumas pessoas, quero esclarecer alguns equívocos, resultantes da forma como me expressei.
Um deles é que não estou a misturar política com os Bombeiros.
Outro é que sou sócio pagante desta Associação e estou atento ao que se passa nela.
Entendo que se descredibiliza uma pessoa levando-o a sufrágio.
Mas do mal o menos, pois sei que a direcção tem o poder de nomear um outro comandante, se assim o entender.
Como sócio, entendo que describiliza e retira confiança a essa mesma pessoa.
Afirmo mais uma vez que estou a expressar-me como sócio e como pessoa comum e que perante algumas acções ao longo do seu comando, entendo erradamente ou não, que estamos perante um bom Comandante. Agora, se o corpo de bombeiros entende o contrário ou não, tudo bem.
Nunca quis ferir suceptibilidades ao corpo de bombeiros e só questionei a atitude da direcção.
Concerteza não fui entendido e não me expressei da melhor forma, as minhas sinceras desculpas por isso.

domingo, 12 de fevereiro de 2006

Direcção dos Bombeiros age de forma errada.

Como sócio nº 3323 dos Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere, expresso aqui o meu desagrado à respectiva direcção.
Esta máquina controladora não se cansa de querer ser dona e senhora de tudo e tudo. Desta vez põe em causa o lugar do Comandante de Bombeiros, ao levar o seu lugar a votação, querendo que o corpo de Bombeiros voto a favor ou contra a sua permanência.
E ainda há quem diga nesta direcção para não meterem politiquices no meio de tudo isto. Tenham um pouco de vergonha, é o que vos digo.
Caro Comandante dos Bombeiros. O mérito e o sucesso de alguém não se busca, é merecido e uma consequência. Fica aqui o meu voto de louvor e admiração pelo trabalho que tem vindo a desenvolver. Espero que mantenha as suas funções, pois estou convencido que os seus homens lhe mostrarão a mesma confiança que demonstram na frente de um fogo.

E assim vai Ferreira.

Caros visitantes, fica aqui o meu pedido de desculpas pela não actualização do "Algures por Ferreira", mas a vida nem sempre o permite. Fico grato pela vossa participação.
Só agora tive tempo para dar uma vista de olhos nos problemas que vocês referem.
Os candeeiros estão realmente mal. Será que alguém me consegue explicar porque razão se colocaram duas qualidades de candeeiros!?
Quanto ao sinal vermelho é outra aberração!
Quanto à rotunda, e não ouvi a entrevista do Presidente da Câmara, mas de facto um camião não consegue inverter sentido na rotunda. Dá-me uma certa graça que tenha vindo agora falar para a rádio.
Para já não falar dos custos da mesma, dos quais me irei informar. Mais um obra sem pés nem cabeça, sem utilidade.
E assim vai Ferreira... Cá para mim, em vez de eles dizerem que é chique viver em Ferreira, vão mas é dizer que é excêntrico.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

In Germany.


Agora sou eu que fico responsável pelo "Algures por Ferreira". É que o Bruno teve que se ausentar durante alguns dias, por motivos de força maior.
Vai fazer uma "viagensita" à Alemanha.
Não, evitam de pensar que ele vai ver o preço do Volvo da Câmara, pois estão errados.

domingo, 5 de fevereiro de 2006

Concluir o que pode ser inconclusível.

O mundo é realmente pequeno, mesquinho. Os objectivos encontram-se, cruzam-se, colidem e competem entre sim. As pessoas supõem isto e aquilo, confundem-se e mostram-se indecisas.
Não sabem o que querem, têm medo de se arrependerem. Gostam disto, outras vezes daquilo. Aproximam-se, afastam-se, têm orgulho, sei lá.
Têm receio de conhecer o futuro, de mostrar aquilo em que acreditam, de se mostrarem.
Ouvem tudo, para concluirem tudo ou nada, de forma errada ou certa. Estranho mundo, rodeado de sentimentos que condicionam tudo e todos.
Pessoas que, indirectamente, condicionam-te a ti, a mim, aquele ou aqueloutro. Porque razão?! Quais os objectivos?!
Tristes seres humanos, facilmente traídos, subjugados, arrependidos. Sofrem, alguns porque querem, outros porque precisam e outros porque merecem.
Quão diferente é ser-se amigo, (como) irmão, companheiro. Pedem-nos coisas sem nexo, para nos terem por perto. Porquê!?
Perdem-se grandes momentos porque não se luta, não se busca, não se acredita, não se confia.
Ao invés, humilha-se, despreza-se, orgulha-se, mas sofre-se.
Defendem-se posições, age-se pensando ser de forma correcta. Será!?
Acções que nos levam à Justiça e Injustiça. Injustiças, pratos do dia a dia, sofrem-se na pele, frias, duras, como punhais que deixam marcas que sempre ficam. Merecem-se!? Não! Então porque se praticam!?
Mas é preferível sofrer uma injustiça que praticá-la, é melhor confiar e ser enganado do que não confiar. Triste gente que a pratica.
Sentimentos, valores, princípios, causas, que se defendem, que se cumprem, que mantêm o nosso ego, que nos fazem acreditar, lutar, esperar ou mesmo articular.
Lá estou eu a divagar sem grande jeito...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006

Junta PS realiza o maior evento anual do Concelho.

Tal não é a capacidade da Câmara Municipal de Ferreira do Zêzere para promover eventos, que tem que ser uma Junta, que até é do Partido Socialista, a organizar o maior evento deste ano. A Feira de São Brás, no próximo Domingo.
Por aqui se vê e se pode tirar as devidas conclusões. Eu sinto-me envergonhado, já o disse publicamente.

(Não) Vida de Trabalhador/Estudante.

Estando nesta altura os alunos (eu incluído) do Ensino Superior com frequências e exames, lembrei-me de partilhar um pouco a minha curta experiência enquanto trabalhador-estudante.
Trabalho desde cedo e sempre quis fazer um conjunto de coisas que achava serem fundamentais e necessárias para a minha vida.
Quis acudir a tudo, quis ter o meu rendimento ao fim do mês sem que isso implicasse deixar de estudar. Possível, mas deveras complicado.
“Quem a muitos burros toca, algum tem de deixar para trás”. É verdade. Mas eu prefiro alterar este ditado dizendo “Quem a muitos burros toca, algum tem de ir buscar lá atrás”.
Nem sempre os burros podem ir à frente, mas não podemos deixar nenhum para trás.
Neste momento tento equilibrar a insatisfação que tenho por não me poder dedicar completamente ao trabalho nem à minha educação.
Um problema bicudo de resolver. Deixar de trabalhar!? Impensável. Deixar de estudar?! Impensável também.
Não tenho tempo para estudar e não tenho tempo para aumentar o meu rendimento ao fim do mês, situação ingrata, esta.
Que fazer!? Tentar fazer as frequências em cima do joelho, só para passar e ficando sem conhecimentos adquiridos!? Ou fazer as frequências com os conhecimentos totalmente estruturados e organizados?! Isso implica que algumas não se façam e provavelmente um chumbo no fim dos dois semestres. Mas sei que saio preparado para o mercado de trabalho, caso queira exercer na área que estudei.
Trabalho menos, tenho dificuldade em suportar todas as despesas. Trabalho mais, tenho dificuldade em fazer as frequências. Decido o quê!? Acabar o curso daqui a 4 anos ou daqui a 7?!
Tendo em conta o desemprego que existe a solução mais ponderada será virar-me para o trabalho e fazer o curso em mais tempo.
O contrário é dificílimo, implica riscos e no final implica provavelmente ficar a pertencer à estatística dos não empregados.
Tudo isto implica a minha não realização. Não suporto o sufoco de não conseguir suportar as despesas, mas também não suporto o sufoco de não fazer o curso em 4 anos.
Como fazer coabitar estes dois vectores, para que se possam equilibrar!?
A vida é ingrata e podia ser mais fácil. Insurge-se por vezes e impõe problemas e tomadas de decisão que nem sempre a consciência aceita deliberadamente, como que injustiças se tratassem.
Vida difícil esta, que nos faz cair na impaciência. O tempo passa rápido. Há que saber organizá-lo, usá-lo do melhor modo e esperar que nos corra de feição. Sigamos os caminhos mais seguros, mais estáveis e de forma ponderada. Aqui fica uma palavra de apreço aos trabalhadores-estudantes, pois certamente passam pelo mesmo dilema que eu.
Cumprimentos
Reflexão do DZ desta quinzena.

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Fez-se fumo.


Louvado seja Deus, é bom falarmos. Que gigantesco passo se deu. Então não é que entrei no site da Câmara Municipal e vi que tinham 2 ofertas de emprego?! Como já há algum tempo atrás tinha dito, "ao menos que pusessem os editais dos concursos online"!
Lá estão, se quiserem dar uma olhadela, cliquem aí ao lado. Preparei uma salva de foguetes como forma de comemoração e gritei "Viva, viva!"

domingo, 29 de janeiro de 2006

Festival/Audição esteve cheio.


Num Domingo de frio, onde nevou e tudo, o Festival/Audição de Acordeon esteve bem composto, as pessoas aderiram e os jovens acordeonistas deram um belo espectáculo. Sendo para alguns a primeira vez que estiveram em palco, louva-se o "à vontade" e a facilidade com que encararam esta audição. Concerteza não será a última.
Desculpem a achega, mas tenho que a dar. Câmara Municipal, como vê, a Associação da Frazoeira esteve cheia, num dia de frio.
Em vez de apostarem em outras coisas que estão às moscas, façam uns espectáculos destes, divulgavam os jovens músicos da terra e entretinham a população.
É o que dá ser do contra, pois...

De madrugada.

Madrugada, rico tempo, que silêncio. Está frio, está gelo, tremo, mas de frio. Rica noite, fraca noite. Para o que me dá, estranho desejo.
Há alturas em que uma simples palavra muda tudo, um simples "sim", um simples "não". Palavras pequenas, mas que têm o poder de mudar muita coisa, de aumentar isto ou aquilo ou mesmo de diminuir aquilo ou isto.
Gostava de as perceber, de as poder mudar, de as camuflar. Palavras injustas, enganadoras por vezes.
Enganadoras porque um não, pode ser um sim ou um sim pode ser um não. Percebes-me não me percebes!?
Já no post último o dizia, é melhor ser enganado do que não confiar. Confiei. Perdi ou ganhei?! Perdi talvez, ou melhor, perdemos talvez. Mas quero ganhar, gosto de ganhar, há que vencer. Podemos vencer. Vencer é alcançar um bom resultado, um resultado superior.
Não é razão para tanto, equivocar é humano. Quantas vezes isso já te aconteceu!? Onde há erro há emenda. Afinal a tua negação foi uma afirmação. Equivoquei-me, qualquer pessoa se equivocaria. Quem errou!? Tu ou eu!?
O acaso, será que existe!? Não me parece.
Gostava de ser louco. Para ele, todos os dias são de festa. Que bacano, que porreiro.
Esperei, com frio, cansaço e muito sono. Esperei, esperei sozinho.

sábado, 28 de janeiro de 2006

Palavras que dizem muito.

A maior prova de coragem é suportar as derrotas sem perder o ânimo.
Amar é também agir.
O que deve caracterizar a juventude é a modéstia, o pudor, o amor, a moderação, a dedicação, a diligência, a justiça, a educação. São estas as virtudes que devem formar o seu carácter.
É melhor sofrer uma injustiça que praticá-la, assim como às vezes é melhor ser enganado do que não confiar.
O amor é a única paixão que não admite nem passado nem futuro.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Não custava nada.

Por vezes, e ultimamente mais constantemente, passo por trabalhadores da Câmara Municipal a colocarem alcatrão nos mais que frequentes buracos na estrada que liga o Ramal de Ferreira ao Tojal. Uma estrada em que passo diariamente.
Não entendo porque razão é que depois de colocarem o alcatrão nos respectivos buracos, não trazem um cilindro e o acondicionam convenientemente.
Como leigo que sou nessa matéria e aos olhos do meu senso comum, acho que se o alcatrão fosse "prensado" com um cilindro deixaria de se colar tanto aos automóveis e não se descolava tão depressa. Ficava um trabalho mais bem feito e o espaço temporal de recolocação seria maior.
Não custava nada.
Já agora, e porque estou a falar de estradas, decepciona-me passar pela Freguesia de Areias. Uma estrada que levou um piso à dois ou três meses já está cheia de recortes aqui e acolá.
Pergunto eu!? É para se colocar um outro, ou a empresa não é culpada pelos sucessivos abaixamentos de terra e alcatrão?!
Para quando o alcatroamento da estrada que liga o Ramal ao Tojal!? Concerteza me elucidarão na próxima Assembleia Municipal, deduzo eu.

Festival/Audição de Acordeon.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Máquina laranja ferreirense.

Assistimos, dia após dia, a uma morte lenta, mas esperada e necessária de uma máquina laranja ferreirense.
Uma simples e artesanal máquina que sempre trabalhou ao “relentim”, ao favor do vento e petróleo.
Uma máquina que hoje não é moderna, que não se conseguiu renovar, que não se conseguiu desenvolver e que não teve em conta que o combustível ia aumentar e não é já apropriado para uma máquina que está enferrujada e babada de óleo queimado.
Uma máquina que não pode acelerar, sob pena de quebrar, de colar, de berrar.
Pobre máquina esta, que dia após dia, e conhecedora das suas limitações, recorre a upgrades incoerentes, impossíveis e sem aparentes benefícios.
Conhece o seu fraco valor, conhece as suas limitações e erros de manutenção que foram feitos ao longo dos anos. Resta-lhe um destino já traçado, a sucata, locar ermo e duro.
Sem soluções à vista, busca peças do estrangeiro ou mesmo peças não adequadas e com “ses”, pensando que aumenta a capacidade de produção e assim a sua importância momentânea.
Pobre máquina, angustiada, atormentada, amedrontada. Quão difícil será ser-se conhecedor de uma morte anunciada.
Triste máquina, que mesmo assim quer fazer concorrência à dos tempos modernos, exercendo pressões aqui e acolá, da maneira que pode e lhe é habitual. Assim mostra o quão ridículo é fazê-lo e demonstra todo o seu receio, desgaste e total desespero.
Pobre máquina alaranjada…